Em 22 de Dezembro de 2005 Mark R. Showalter e Jack J. Lissauer anunciaram numa circular da IAU a descoberta de dois novos anéis em Úrano, com base nas observações do Telescópio Espacial Hubble. Nessa mesma circular, Imke de Pater, Heidi B. Hammel, e Seran G. Gibbard publicaram observações desses anéis obtidas em comprimentos de onda no infravermelho pelo telescópio Keck no Havai. Curiosamente, apenas conseguiram ver o mais interior dos dois novos anéis, apesar de nos dados do Hubble o anel mais afastado ser duas vezes mais brilhante. Isto apontava para diferenças ao nível da composição. [... ler mais]
O artigo formal com as observações do Keck e do Hubble acaba de ser publicado na Science (ref1). Numa tradução livre do resumo:
Comparámos observações no infra-vermelho próximo dos recentemente descobertos anéis exteriores de Úrano com resultados do Telescópio Espacial Hubble. Verificamos que o anel interior, R/2003 U 2, é avermelhado, enquanto o anel exterior, R/2003 U 1, é muito azul. O azul é uma cor pouco usual para anéis; o enigmático anel E de Saturno é o único outro exemplo conhecido. Por analogia com o anel E, o R/2003 U 1 é provavelmente produzido por impactos com a lua Mab, que orbita aparentemente numa posição onde perturbações não gravitacionais favorecem a sobrevivência e o espalhar de partículas de pó com dimensões abaixo do mícron. O anel R/2003 U 2 assemelha-se mais ao anel G de Saturno, que é vermelho, uma cor típica para anéis formados por poeiras.

Referências
(ref1) Imke de Pater, Heidi B. Hammel, Seran G. Gibbard, Mark R. Showalter (2006). New Dust Belts of Uranus: One Ring, Two Ring, Red Ring, Blue Ring. Science, Vol. 312. no. 5770, pp. 92-94. Laço DOI.
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